quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pearl Jam & Nirvana & Red Hot Chili Peppers live @ San Francisco, California - 31/12/1991


Pearl Jam & Nirvana & Red Hot Chili Peppers live @ San Francisco, California 31/12/1991 foi um show realizado no Cow Palace de San Francisco ao qual foi apresentado pelo lendário promoter Bill Graham, de modo que o cartaz, desenhado por Harry Rossit, incorpora alguns dos toques psicodélicos encontrados na obra de arte para seus shows famosos no Fillmore.

Na hora do show, o Red Hot Chili Peppers começaram sua ascensão ao estrelato mundial após o lançamento de 'Blood Sugar Sex Magik "no início desse ano de 1991. O álbum chegou ao número 3 na Billboard 200 e gerou quatro singles, "Give It Away", "Under the Bridge", "Breaking the Girl" e "Suck My Kiss". O álbum vendeu mais de 7 milhão de cópias nos Estados Unidos até hoje.

Set list:

Pearl Jam:
1. Once
2. (Waiting Room)/Even Flow
3. (Suggestion)
4. Why Go
5. Jeremy
6. Alive
7. Leash
8. (Smells Like Teen Spirit)
9. Porch

Nirvana:
10. Intro
11. Drain You
12. Aneurysm
13. School
14. Floyd the Barber
15. Smells Like Teen Spirit
16. About a Girl
17. Sliver
18. Polly
19. Breed
20. Come as You Are
21. Lithium
22. Dumb
23. Territorial Pissings

Red Hot Chili Peppers:
24. Love Trilogy
25. Organic Anti-Beat Box Band
26. (No Head No Backstage Pass)
27. Suck My Kiss
28. Subterranean Homesick Blues
29. Funky Crime
30. Give It Away
31. Nobody Weird Like Me
32. If You Have to Ask
33. Stone Cold Bush
34. (Superstar)/Blood Sugar Sex Magic/(Magic Johnson)
35. I Could Have Lied
36. Subway to Venus
37. (Sexy Mexican Maid)/(Fela's Cock) jam (^)
38. (Fopp)/Special Secret Song Inside (Party On Your Pussy)/(Red Hot Mama)/Me And My Friends
39. Yertle the Turtle/Freaky Styley Medley/(Cosmic Slop)/(Atomic Dog) jam
40. (After Hours)
41. Crosstown Traffic

Vídeo:

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Red Hot Chili Peppers - Snow ((Hey Oh)) live @ Rock In Rio Madrid, Spain - 2012

De acordo com o vocalista Anthony Kiedis, a música Snow ((Hey Oh)) tem um significado importante na sua vida. "Pessoalmente, minha favorita. A letra diz (juntamente com o refrão 'I really can't go to that well no more') que nunca é tarde para mudar a sua vida, por mais fodido, sujo e destruído você estiver. Uma camada fresca de neve sempre pode cair e tornar o chão sujo em puro." (Anthony Kiedis). 

Vale a pena ver o vídeo da apresentação da música durante o show do Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio Madrid, Spain no ano de 2012.


domingo, 20 de abril de 2014

Curiosidades RHCP: Red Hot Chili Peppers fez seu primeiro show no Rhythm Lounge

Ao longo dos dias, será postado aqui no Blog RHCP Brasil curiosidades do Red Hot Chili Peppers ao longo de toda história da banda, contando também um pouco de curiosidades dos membros e ex-membros da banda.


RHYTHM LOUNG, O LUGAR DO PRIMEIRO SHOW DO RED HOT CHILI PEPPERS


O Red Hot Chili Peppers fez seu primeiro show no dia 13 de fevereiro de 1983 na boate Rhythm Lounge, ainda com o nome de Tony Flow and the Miraculously Majestic Masters of Mayhem.

O vocalista Anthony Kiedis, o baixista Flea, o guitarrista Hillel Slovak e o baterista Jack Irons tocaram para 30 espectadores no Rhythm Lounge em Hollywood, Califórnia. A banda tocou apenas uma música na ocasião intitulada "Out in LA" que foi originalmente baseada em um riff de guitarra que Hillel Slovak escreveu enquanto tocou com Jack Irons e não foi concebida para tornar-se uma música real até que Anthony Kiedis decidiu fazer um rap sobre o instrumental.

Após a sua primeira apresentação, o proprietário do The Rhythm Lounge ficou tão impressionado que convidou a banda para voltar na semana seguinte, dessa vez queria que a a banda viessem com duas músicas. Equipado com uma segunda música, "Get Up And Jump", a banda voltou para o Rhythm Lounge o segundo show. Depois dessas apresentações, a banda mudou resolveu mudar seu nome para Red Hot Chili Peppers no início de março de 1983. A banda continuou a adicionar mais músicas ao seu repertório e tocou mais de 25 shows na Califórnia, em seu primeiro ano juntos.

A formação original veio pela primeira vez juntos na Fairfax High School de Los Angeles, onde eles formaram a banda com o nome de curta duração de Tony Flow and the Miraculously Majestic Masters of Mayhem. 

"Quando chegamos ao palco, começamos com uma dança de robô retardado. Jack não conseguia fazer os movimentos sincronizados, então abandonamos a dança na metade e começamos "Out In La" e depois "Get Up And Jump".
Anthony Kiedis falando do segundo show deles no Rhythm Lounge.

"Depois do segundo show percebemos que era bom demais para desistir. Finalmente eu tinha algo para fazer que tinha significado e objetivo. Sentia que podia colocar qualquer idéia de filosofia idiota que eu estivesse numa canção. Um indício que estávamos ficando sérios foi que encontramos um nome para o grupo. Começamos fazendo aquelas listas enormes de nome idiotas. Até hoje, Tree e Flea afirmaram que eles inventaram Red Hot Chili Peppers".
Anthony Kiedis falando que depois do segundo show no Rhythm Lounge, eles levaram as coisas mais a sério e mudaram o nome da banda.

sábado, 19 de abril de 2014

Review: Blackie Dammett lança autobiografia "Lords of the Sunset Strip"

Matéria publicada aqui no blog em abril/2013.


Blackie Dammett, pai do vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, lançou sua autobiografia.


"Lords of the Sunset Strip" foi publicado via Amazon no dia 31 de março de 2013, e está disponível como download para o leitor Kindle por US $ 5,99.

Blackie Dammett, cujo nome verdadeiro é John Kiedis, nasceu e cresceu em Grand Rapids. Ele se mudou para Los Angeles, onde viveu durante os anos 1960, 70 e 80, mas acabou retornando a GR, que vivem na área de Rockford. Ele atualmente reside em Portland, Oregon.

Durante seu tempo em Los Angeles, Dammett trabalhou como ator, recebendo papéis nos filmes "Máquina Mortífera" e "Almôndegas Parte II", e programas de TV "Starsky and Hutch" e "As Panteras". Em seu crescimento, Anthony Kiedis dividiu o tempo com seus pais. Com seu pai, em Los Angeles, e sua mãe, Peggy Idema, em West Michigan.

No primeiro capítulo de "Lords of the Sunset Strip", Dammett diz que ele foi solicitado a escrever o livro em 2009, após os produtores de TV se interessarem na história do Anthony Kiedis em Los Angeles para uma série. O show foi originalmente ao ar na HBO, mas os direitos para isso foram apanhados pela FX em 2011.

O livro está atualmente classificado como número 90 em "Biografias e Memórias" no ranking da Amazon (que recentemente alcançou a posição nº 77), e nº 38 na Kindle Store.

Mais informações: Mlive.com

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Chad Smith e Mauro Refosco concorrem a prêmios de melhor baterista e percursionista


A Drum! Magazine abriu a enquete para saber quais melhores bateristas e percussionistas de 2014 e Chad Smith e Mauro Refosco concorrem na categoria Rock/Pop/Hip-Hop. 


Você pode votar apenas uma vez por dia. A votação vai até dia 30 de abril. Compartilhem a todos e vamos votar no Chad e Mauro!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Review: Red Hot Chili Peppers no Rock and Roll Hall of Fame 2012

No último dia 14 de abril de 2014, completou 02 anos da indução do Red Hot Chili Peppers no Rock and Roll Hall of Fame 2012. Vale a pena rever alguns momentos marcantes desse dia tão especial para a banda e para os fãs do Red Hot Chili Peppers.

Red Hot Chili Peppers no Rock and Roll Hall of Fame 2012


O grande dia do Red Hot Chili Peppers finalmente chegou! A banda está sendo induzida na memória do Rock and Roll, na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame 2012, em Cleveland, EUA.

Seguem algumas notícias complementares ao evento:

Red Hot Chili Peppers convida George Clinton a cerimonia do Hall of Fame

Chad Smith disse ao Daily Star Newspaper: "Nós convidamos ele. Quando ele aparece é sempre uma jam e uma festa. Nós realmente o queremos lá, porque ele foi uma grande parte da banda, principalmente no começo. Não somente com a produção de nossos álbuns, mas com o que ele representa. Ele merece todo o amor também, porque ele não é tão valorizado. George é uma enciclopédia do rock n roll e do funk, já imaginou um filme sobre ele?"

Clinton já entrou no Hall of Fame em 1997, junto com outros 15 membros do Parliament-Funkadelic. Sendo fãs dele, os Red Hot Chili Peppers o recrutaram para produzir seu 2º álbum, "Freaky Styley", lançado em 1985.

Chris Rock introduzirá o Red Hot Chili Peppers ao Hall da Fama do Rock

Better Midler, John Mellencamp, Steve Van Zandt e Robbie Robertson também farão discurso no evento

O Hall da Fama do Rock anunciou os apresentadores da cerimônia de introdução deste ano: Chuck D irá introduzir os Beastie Boys, John Mellencamp introduzirá Donovan, Steve Van Zandt introduzirá o Small Faces/Faces, Chris Rock introduzirá o Red Hot Chili Peppers, Bette Midler introduzirá Laura Nyro, Billy Gibbons e Dusty Hill, do ZZ Top, introduzirão Freddie King e Carole King introduzirá Don Kirshner. Ainda não foi anunciado qual apresentador ficará responsável pelo Guns N' Roses.

È somente a terceira vez, nos 26 anos de história, que a cerimônia do Hall da Fama acontecerá em Cleveland. O evento de 14 de abril será realizado no Salão Público e transmitido (de forma editada) pela HBO no dia 5 de maio, nos Estados Unidos.

A cerimônia também contará com Robbie Robertson introduzindo Cosimo Matassa, Tom Dowd e Glyn Johns e Smokey Robinson introduzindo the Blue Caps, the Comets, the Crickets, the Famous Flames, the Midnighters e the Miracles.

Jack Irons e Cliff Martinez estarão presente!

A cerimônia de introdução do Red Hot Chili Peppers ao “Rock and Roll Hall Of Fame” será realizado no próximo dia 14, e teremos o privilégio de ver reunidos junto a banda os bateristas Jack Irons e Cliff Martinez. Em uma performance, tudo indica que a música será “Give it away”.

"Acho que vamos tocar três músicas" afirma Chad Smith, em uma entrevista no fim de março para a revista "DRUM! Magazine".

"Eu não sei exatamente quais músicas tocaremos. Acredito que uma delas é 'Give it away', pois há mais 2 bateristas, Jack Iron e Cliff Martinez, que vão estar presente, então teremos 3 baterias em uma música." Conclui Chad Smith.

Apesar da expectativa, John Frusciante realmente não compareceu ao evento. Os ex-membros presentes, Cliff Martinez e Jack Irons, demonstraram empolgação e permaneciam unidos à banda o tempo inteiro.
Antes da cerimônia em si, a banda foi direcionada à sala de imprensa onde deram uma breve entrevista, acompanhados pelos ex-bateristas dos Peppers, Jack Irons e Cliff Martinez. Hillel Slovak foi lembrado por Anthony Kiedis, que disse que Hillel ficaria feliz com tudo aquilo, era um cara muito ligado à música e ao aspecto família que a banda sempre carregou. Flea contou sobre a importância do evento, além de fazer questão de apresentar – para quem ainda não pudesse reconhecer – os ex-membros Cliff e Irons que estavam ao lado deles. 

Durante a cerimônia, a banda foi apresentada por Chris Rock, que brevemente citou as raízes Californianas e influências da mesma na banda, além de sua admiração em relação com os Red Hot Chili Peppers. Em seguida, eles entraram e estavam visivelmente emocionados, especialmente Flea, que não conteve as lágrimas ao agradecer por sua mãe ter comparecido ao evento e a importância de tudo aquilo na vida dele. Rapidamente, ele foi amparado por Chad Smith. A emoção do discurso tocou diversos fãs que manifestaram suas emoções através das redes sociais.
James Slovak estava representando seu irmão, Hillel Slovak cuja guitarra agora faz parte do museu do evento. Seu discurso foi muito sublime e emocionou a todos. Anthony Kiedis também discursou muito sobre Hillel e partes do seu passado (citando a época em Fairfax, onde conheceu Flea e tudo começou).

Chad Smith, dentre outras coisas, fez questão de lembrar dos ex-membros que não estavam presentes mas deveriam estar no palco. Frusciante foi lembrado a todo o momento com um clima de carinho pelos Red Hot Chili Peppers e aplaudido por todos presentes ao evento.

Red Hot Chili Peppers agradece John Frusciante no Hall Of Fame

Como Chad Smith havia dito anteriormente, John Frusciante realmente não compareceu na cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame que aconteceu no último sábado, mas seus companheiros de banda dedicaram seu tempo para homenageá-lo e agradecer-lhe por tudo que ele fez por eles durante suas duas passagens com a banda. 

Flea disse: “Eu quero dedicar um minuto para homenagear um importante músico, John Frusciante. Ele era uma grande parte da nossa banda, ele escreveu tantas merdas boas para nós e nos deixou com tantos presentes surpreendentes, e a conexão e profundidade do nosso vínculo musical, mudou minha vida para sempre.”

Anteriormente, em reportagens que levaram a este evento, Flea disse: “Não posso falar por ele (Frusciante), mas acho que é como uma “ex namorada”. Anthony Kiedis cujo teve um sonho de ver John Frusciante na primeira fila na cerimônia foi citado pela AP e muitos outros meios de comunicação no início desta semana.

Anthony Kiedis disse: “Ele era um cara de mente jovem, muito mais um aluno da escola de Hillel Slovak entre muitas formas de arte e outros músicos, e o seu espírito criativo nos levou a novas alturas. Ele estava em chamas, e ele é apenas um dos artistas mais incríveis do mundo e tivemos a sorte de tê-lo nesta banda duas vezes e escrever música com ele. Estamos muito gratos a você, John Frusciante.”

Após o discurso, a banda dirigiu-se ao palco para a tão aguardada performance com 3 bateristas tão presentes na história deles. As três primeiras músicas foram:

- By The Way
- The Adventures of Rain Dance Maggie
- Give It Away (com Jack Irons e Cliff Martinez)
Mas a grande surpresa da noite ficou para o final. O chão estremeceu e os fãs ficaram loucos quando a banda estava prestes a tocar Higher Ground. O motivo da surpresa? Para esta performance final, compareceram ao palco: Red Hot Chili Peppers, Jack Irons, Cliff Martinez, Ronnie Wood, Slash, Billie Joe Armstrong e o lendário George Clinton (que dividiu a voz com Anthony Kiedis).

Vídeo completo:


Fotos:















Flea irá lançar sua autobiografia

Flea tocando o hino nacional dos Estados Unidos da América no Staples Center - Abril/2014

O baixista do Red Hot Chili Peppers, Flea, irá lançar sua autobiografia, ao qual será seu “conto épico sobre pesado uso de drogas, boemia e glória funk-rock”, como ele mesmo descreve. A editora Grand Central Publishing, um grupo da Hachette Book Group, adquiriu os direitos da obra ainda sem título escrita pelo baixista do Red Hot Chili Peppers.

“A Grand Central está entusiasmada em publicar o livro de Flea”, diz o editor executivo, Ben Greenberg, em um release para a imprensa. “Além de ser um leitor voraz, ele é um músico único, um pensador e uma força criativa – seja com o Red Hot Chili Peppers, Atoms for Peace ou com seu Conservatório Silverlake, que ensina música em Los Angeles. A história dele é épica.”

O livro – que também está previsto para sair em uma edição com áudio – irá contar a infância não convencional de Flea (incluindo a mudança de uma vida “normal” em um subúrbio de Nova York para o estilo de vida “boêmio” em Los Angeles, com seu padrasto, músico de jazz), sua época rebelde pelas ruas de L.A., sua “complexa amizade e colaboração” com o co-fundador dos Chili Peppers, Anthony Kiedis, e todas as “jornadas conturbadas e criativas” da banda, que foi formada em 1983. O livro ainda não tem data de lançamento.

Para saber mais: RHCP.com.br

Agradecimentos: Site RHCP Brasil e RollingStone.com

terça-feira, 15 de abril de 2014

Foto: Red Hot Chili Peppers falam do Hillel Slovak no Rock And Roll Hall of Fame 2012

Foto do Red Hot Chili Peppers juntamente com o irmão de Hillel Slovak, James Slovak falando sobre o amado e eterno guitarrista do Red Hot Chili Peppers na cerimonia do Rock And Roll Hall of Fame 2012.

Hillel Slovak ficará para sempre em nossos corações, por ser tudo o que foi, um excêntrico guitarrista que marcou a história dos Red Hot Chili Peppers.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Flea tocou o hino nacional dos Estados Unidos da América no Staples Center - 13/04/2014



O baixista do Red Hot Chili Peppers e fã declarado do Los Angeles Lakers, Flea, tocou ontem, dia 13 de abril de 2014, o hino nacional dos Estados Unidos da América antes da partida entre os Lakers e Memphis Grizzlies no Staples Center.
Vídeo:

domingo, 13 de abril de 2014

Há 52 anos, nascia Hillel Slovak, o primeiro guitarrista do Red Hot Chili Peppers


Hillel Slovak nasceu em Haifa no dia 13 de abril de 1962, e foi viver na Califórnia em 1967. Aprendeu a tocar guitarra no liceu Fairfax High School e pela mesma altura conheceu Anthony Kiedis e Michael Balzary (também conhecido por Flea), a quem ele ensinou a tocar baixo. Formaram uma banda e para o primeiro concerto chamaram-se "Tony Flow and the Miraculously Majestic Masters of Mayhem"; em 1983 mudaram de nome para Red Hot Chili Peppers.

Quando tinha 15 anos, Michael Balzary, Hillel Slovak e Jack Irons eram três amigos que tinham algumas ambições musicais formando a banda chamada Anthym. Um dos grandes admiradores dessa banda era Anthony Kiedis, também amigo de infância de Michael (Flea), Hillel e Irons. No verão de 1981 Flea sai do "Anthym" e vai para o Fear, uma banda punk de Los Angeles. Hillel e Irons permanecem no "Anthym", agora conhecida como What is This?, com Anthony fazendo parte do conjunto.

O guitarrista não participou das gravações do primeiro álbum da banda, o The Red Hot Chili Peppers, de 1983, pois estava em processo de gravação com a banda What Is This, junto com, o então baterista, Jack Irons. Por determinações legais, eles não poderiam gravar álbuns pelas duas bandas então optaram por continuar na What Is This.

Em 1985 Hillel retornou e gravou Freaky Styley, lançado em 85, e com o retorno de Jack Irons, gravaram juntos o Uplifty Mofo Party Plan, de 87.

No dia 14 de abril de 2012, um dia após seu aniversário, o Red Hot Chili Peppers foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame. Chris Rock foi quem apresentou a banda na cerimônia e houve várias homenagens ao eterno guitarrista do Red Hot Chili Peppers. James Slovak estava representando seu irmão, Hillel Slovak no evento cuja guitarra agora faz parte do museu do evento. Seu discurso foi muito sublime e emocionou a todos. Anthony Kiedis também discursou muito sobre Hillel e partes do seu passado (citando a época em Fairfax, onde conheceu Flea e tudo começou). Flea contou sobre a importância do evento, além de fazer questão de apresentar – para quem ainda não pudesse reconhecer – os ex-membros Cliff e Irons que estavam ao lado deles. 

Hillel Slovak foi lembrado por Anthony Kiedis, que disse que Hillel ficaria feliz com tudo aquilo, era um cara muito ligado à música e ao aspecto família que a banda sempre carregou.

Hillel Slovak - Eterno!

Hillel e os vários momentos de sua vida com o RHCP e sua vida pessoal

Gravações e composições do álbum "The Uplift Mofo Part Plan"


Trechos do livro "Scar Tissue, a vida alucinada do vocalista dos Red Hot Chili Peppers" (2004), ao qual Anthony Kiedis falou sobre momentos da gravação e composição do álbum "The Uplift Mofo Party Plan".

De acordo com o vocalista Anthony Kiedis, o processo de composição do álbum começou  depois de uma nova onda de entusiasmo de sua nova vida. Decidiu escrever uma canção sobre sua experiência de reuniões, de ficar limpo das drogas e da batalha ao vício das drogas. Anthony pegou um bloco de papel, olhou para as nuvens pela janela do avião e começou a escrever uma música ao qual retrata muito bem sua luta contras as drogas. Foi aí então que surgiu a música "Fight Like A Brave".

Pronto para voltar ao trabalho, Anthony Kiedis sentou ao lado do produtor Michael Beinhorn e começou a analisar as canções. Deveria entrar no estúdio e fazer as faixas básicas do álbum em dez dias. E não foi um processo cansativo, pois segundo o vocalista, na época bastava fazer doze canções para um disco.

Quando a banda trabalhou na música "Fight Like A Brave", o produtor Beinhorn colocou um coro de torcida de futebol cantando atrás. "Me And My Friends" Anthony escreveu enquanto viajava de San Francisco para Michigan com seu amigo Joe Walters. "Funky Crime" foi resultado de uma descrição lírica de uma conversa que Anthony teve com George Clinton, no qual ele afirmou que a música em si não fazia distinção de cor, mas a mídia e as rádios a segregavam conforme as ideias que faziam dos artistas. "Backwoods" era sobre as raízes do rock and roll e "Skinny Sweat Man" era uma ode de Hillel Slovak. "Behind The Sun" foi uns crescimento definitivo para a banda. Hillel fazia um riff melódico incomum e Beinhorn  achou que a música podia estourar.

A música "Party On Your Pussy", segundo Anthony Kiedis, retratava sua reputação na época, ao qual a gravadora EMI se recusou a colocar no disco até a música ter mudado de nome para "Special Secret Song Inside". Anthony ainda disse que nem todas as músicas eram grosseiras. "Love Trilogy" tornou-se uma das favoritas do vocalista. A canção começava como um reggae e depois entrava num funk pesado e acabava em speed metal. Durante anos, quando alguém questionava as letras do Red Hot Chili Peppers, Flea dizia "Leia 'Love Trilogy' e vai saber o que é uma letra de verdade". Fala sobre amar coisas que não são necessariamente perfeitas ou amáveis.

Anthony Kiedis disse que as canções do álbum eram incríveis. Hillel Sloval estava em chamas, todos da banda estavam apaixonados pela gravação no porão da Capitol Studios, outro incrível monumento histórico da música em Hollywood e Beinhorn trabalhava intensamento no álbum. 


Anthony Kiedis ainda conclui que gravar o disco foi maravilhoso. Jack Irons tinha acabado de voltar a banda e dava um elemento diferente e importante à química da banda. Hillel, Flea e Anthony eram os caras maníacos obcecados e Jack Irons era o cara íntegro, trabalhador, alegre e compreensivo. Quando chegou a hora de gravar os vocais, Anthony usou Hillel como seu produtor. Cada vez que fazia um vocal, ambos achavam que estava descobrindo algo novo e que essas eram as melhoras coisas que tinham gravado. Hillel ficava em êxtase, dizendo: "Essa é a coisa mais maravilhosa que já fizemos".

sábado, 12 de abril de 2014

Entrevista de John Frusciante para a Guitar World - Edição de Maio/2014

Entrevista traduzida e postada no site Universo Frusciante, nosso parceiro aqui do blog por vários anos.

John Frusciante foi entrevistado pela revista Guitar World para a edição de maio/2014. A entrevista foi feita por Richard Bienstock, que faz perguntas a John sobre seu novo álbum Enclosure, sobre tocar ao vivo, equipamentos e sobre como está sua vida hoje sendo um músico "independente". Confira a entrevista traduzida:


CHAMA CASEIRA
O ex-Red Hot Chili Peppers John Frusciante mantém o fogo caseiro queimando com o seu mais recente trabalho solo, Enclosure, e diz por que seus dias no palco ficaram para trás
Por Richard Bienstock

Desde que deixou o Red Hot Chili Peppers – pela segunda vez – em 2009, John Frusciante se manteve praticamente ausente dos olhos do público mainstream. Mas isso não significa que o guitarrista não esteve ocupado escrevendo, gravando e lançando novas músicas. De fato, sua produção nos últimos anos tem sido divergente em quantidade e saída. Ela engloba álbuns solo (o eletrônico e experimental PBX Funicular Intaglio Zone de 2012), EPs de gêneros misturados (Letur-Lefr, de 2012 e Outsides, de 2013), singles distribuídos como downloads gratuitos (a peça solo de guitarra de 10 minutos "Wayne"), colaborações (com, entre muitos outros, a cantora – e sua esposa – Nicole Turley e o guitarrista do At The Drive-In e Mars Volta, Omar Rodriguez-Lopez), e até mesmo trabalho de produção (com o grupo de rap filiado ao Wu-Tang Clan, Black Knights).

Mas não importa o projeto que ele persiga nestes dias, o traço comum de Frusciante é sempre, de uma forma ou de outra, fazer música. O que não é bem a mesma coisa que tocar música:

“O importante para mim é estar no processo criativo”, diz ele. “Eu costumava ser muito frustrado quando estava em uma banda de rock com a obsessão de todo mundo pelo o que será feito no final do dia. Eu não acho que isso deva ser o objetivo, tipo, ‘Oh, ótimo, acabamos. Agora podemos ir para a tarefa mais importante, que é promover nós mesmos ou ir para o palco’. Para mim, estar no estúdio gravando e sendo criativo é a sua própria recompensa. E as melhores coisas que acontecem surgem durante o processo, e não após. Então, eu estou feliz de viver no estúdio e de mergulhar na música”.

E, aparentemente, terminar projetos em sua própria agenda. Sobre isso, a mais recente oferta de Frusciante é Enclosure, um trabalho de 10 músicas que ele escreveu e gravou a maioria em 2012, ao mesmo tempo em que estava produzindo o disco do Black Knights, Medieval Chamber. Tal como os seus últimos lançamentos solo, Enclosure encontra Frusciante se aprofundando ainda mais em sua fascinação por sons eletrônicos. Além disso, como a maioria de seu trabalho solo, ele canta e toca todos os instrumentos – que além de guitarra consiste principalmente em baterias eletrônicas e sintetizadores criando paisagens sonoras descontroladamente divergentes e impressionistas, que são alternadamente viajantes (“Run”), sinistras (“Shining Desert”), sem direção (“Crowded”) e pungentes (“Fanfare”). Há também uma boa dose do trabalho inimitável do guitarrista tantas vezes elogiado, como nas cinéticas sacudidas de notas simples no meio de “Stage” e nos acompanhamentos angulares para Acid que se estendem praticamente por todo o comprimento da instrumental de mais de seis minutos, “Cinch”.

Para isso, enquanto Frusciante ultimamente parece estar mais extasiado com instrumentação eletrônica, ele também ressalta que os fãs de sua guitarra irão encontrar muita coisa para gostar no seu álbum solo. “Na verdade, há muito mais guitarra em destaque aqui do que há em qualquer álbum dos Chili Peppers”, diz ele. “Solar em um álbum dos Chili Peppers significa que você toca pouco mais de 20 ou 30 segundos no meio da canção. Mas eu tenho solos de 10 minutos em algumas dessas coisas. Assim, a guitarra sempre desempenha um papel importante na minha música”.

Mas talvez o mais significativo seja o fato de que, se ele está tocando guitarra, cantando, ou até mesmo programando uma máquina de sintetizador ou bateria, o lançamento solo de Frusciante é em todos os casos uma construção sem filtro e sem obstáculos de sua própria mente criativa. “Como músico, eu desejo ouvir minha visão completa realizada”, diz ele. “Não estou interessado em ver como as outras pessoas querem mudar o que eu faço, ou como seus próprios talentos musicais se inspiram no que eu faço. Eu quero fazer a coisa toda do meu jeito. Não é uma questão de querer ter o controle – é uma questão de querer estar no processo criativo, sem considerações humanas e sem considerações comerciais afetando a música”.

Na véspera do lançamento de Enclosure, Frusciante falou com a Guitar World sobre seu processo criativo, o seu amor por instrumentos eletrônicos e como ele aproxima o solo de guitarra a seu trabalho atual. Ele também falou com franqueza surpreendente sobre alguns dos desafios artísticos que enfrentou durante o seu tempo no Chili Peppers e explicou por que, enquanto está, talvez, mais comprometido do que nunca com fazer música em um estúdio, ele pode nunca mais tocar ao vivo em um palco de novo.

ENTREVISTA
Guitar World: Sua música solo abrange muitos sons e estilos diferentes. Para aqueles que só conhecem seu trabalho com os Red Hot Chili Peppers, é muito fora do que eles estão acostumados a ouvir de você.
John Frusciante: Quando você está em uma banda popular, você tende a fazer o que acha que o público da banda irá responder. Mas os meus gostos sempre foram muito diferentes daquele estilo. Mas [no Chili Peppers] eu estava objetivando escrever coisas que eu sabia que Anthony [Kiedis] gostaria de cantar, Flea gostaria de tocar baixo e Chad [Smith] soaria bem tocando bateria por cima. Então você entra em uma situação onde você está apontando sua musicalidade numa direção, que é a direção do público, da banda e os membros da banda, dos gestores da banda e da gravadora da banda. Mas a música que eu faço agora não é dirigida a qualquer público específico, a quaisquer interesses empresariais específicos ou qualquer coisa assim. Eu especificamente não faço música a fim de fazer outras pessoas felizes. Eu faço a música que me faz feliz. Então, eu entendo como o lado de fora [a música que eu estou fazendo agora] seria surpreendente com base no que eu fiz antes. Mas qualquer um que me conhece sabe que estou fazendo exatamente o que eu quero fazer.

Mesmo que haja uma abundância de guitarra, a música não é, geralmente, baseada em riffs. Você às vezes se refere ao que você faz como progressive synth-pop. Como sua guitarra se encaixa neste som?
Eu me treinei como músico nos últimos seis anos para aprender a pensar mais como um tecladista do que um guitarrista. Não que eu realmente toque teclados – eu programo números em máquinas e é aí que os sintetizadores surgem na minha música. Mas como guitarrista, eu posso tocar junto com o material de Rick Wakeman no Yes ou coisas de Tony Banks no Genesis, e penso do jeito que as pessoas pensam. Então, quando escrevo progressões de acordes hoje, eles tem mais em comum com esse estilo. E quando eu solo, quero que haja algumas modulações interessantes ou outras coisas para tocar por cima. Estou à procura de algo que um guitarrista normalmente não quer para solar por cima.

Quando você aproxima esses longos solos de guitarra a músicas como “Same” doOutsides, de 2013 ou “Cinch” do novo álbum – o que você faz para conseguir?
Estou tentando me desafiar. Eu tento fazer coisas que seriam inconvenientes para um guitarrista solar sobre. Isso é o que é divertido para mim – ver a correspondência entre minha imaginação e meus hábitos e a minha inteligência. Eu quero que eles todos coordenem-se um com o outro e que eu tenha dificuldade em fazer isso. Tipo, eu não quero ficar apenas solando sobre um vamp em Mi ou algo assim. Eu quero os acordes mudando, quero o tom sendo modulado. Quero que seja algo que um guitarrista de blues não pudesse apenas sentar e tocar. Olhando ao longo da história, eu percebo que você tem essas pessoas realmente boas solando sobre modulações, como George Harrison, Jeff Beck ou Mick Ronson. Mas noto que eles não tocam tão loucamente como Frank Zappa ou Jimi Hendrix. E a razão de Frank Zappa ou Jimi Hendrix tocarem mais descontroladamente é porque eles solam principalmente sobre vamps. Então o que eu tento fazer é tocar sobre os tipos de progressões que pessoas como Mick Ronson ou George Harrison mais solaram, mas fazendo isso de uma forma que seja tão selvagem como Jimi Hendrix ou Frank Zappa.

Você também escreve e toca todos os instrumentos de apoio que tendem a consistir principalmente de sintetizadores, drum machines e samples. O que te levou ao seu interesse em instrumentos eletrônicos?
Quanto aos instrumentos eletrônicos, você só tem que entender que a razão pela qual aprendi a tocar todos esses instrumentos é que acredito na minha própria visão da música, e não queria apenas contribuir para uma música, como fiz quando eu estava em uma banda. Quero criar uma música sozinho. Então, eu quero tocar bateria do jeito que quero que soem e quero tocar sintetizadores do jeito que quero soem. E quero usar samples, porque penso que eles são o instrumento mais forte e mais poderoso do mundo. Então essa é a razão pela qual estes são os instrumentos que eu toco, porque como músico eu desejo ouvir a minha visão completa realizada.

O fato de você gravar sozinho e em casa ajuda.
Ajuda. Enclosure estava esperando há quase um ano, mas estou lançando-o apenas agora. Nunca houve qualquer pressão sobre mim por uma fonte externa. Isso costumava ser realmente irritante. Não ajuda estar cercado por pessoas que só se preocupam com as coisas quando você está terminando, enquanto você realmente gosta de estar no processo. É perturbador.

Todas as coisas que acontecem depois que a música é gravada – o marketing, as entrevistas, as aparições – são todas as coisas que você não tem nenhum interesse em fazer parte de novo.
Não acho que isso seja como um músico deve pensar. Digo, eu acho que Beethoven escreveu boa música. Ele não estava achando que as pessoas deveriam gostar do seu charme ou do sorriso em seu rosto ou da porra das coisas espirituais que ele tinha a dizer, sabe? [risos] Ele manteve sua mente na música, e foi ficando melhor e melhor fazendo música ao longo de sua vida. Independentemente de como o público respondeu com o que ele estava fazendo, ele não estava usando-os como seu guia. E acho que um músico pode viver uma vida longa e saudável assim. Se você está sempre pensando sobre se o que você está fazendo é acessível ou cativante, estas são coisas que não são habilidades musicais. Elas são maneiras que você pode chupar o público ou chupar pessoas de negócios. Você não pode desenvolve-las diretamente pela prática do seu instrumento. Então, na minha mente, as coisas que músicos profissionais trabalham pensando no futuro não são objetivos musicais; são objetivos de finanças, popularidade e visibilidade. Para mim, eu não entendo isso. Você tem tanto espaço mentalmente, e tem tanto tempo para estar aqui...

Como tocar ao vivo entra isso?
Com os Chili Peppers, eu estive na banda, tipo, 10 anos, nesta última vez. E passamos mais tempo em turnê do que escrevendo, de longe. Para mim, esse não é um caminho para um músico viver sua vida. Eu consigo entender que é uma ótima maneira de viver sua vida se você é um caçador de atenção. Mas para alguém que ama a prática musical é realmente um desafio estar em uma banda como essa. Eu consegui estar em turnê e praticar todos os dias, antes e depois dos shows e passar alguns dias de folga lendo. Mas você está indo contra a maré se fizer isso nos negócios do rock and roll. A maioria das pessoas nos negócios do rock and roll está feliz em passar a maior parte do seu tempo elaborando estratégias de como elas poderiam ser mais populares. Não acho que isso é um estilo de vida saudável para um músico.

Então, mesmo o ato de tocar música no palco começou a perder apelo para você?
Bem, sim, porque você está se repetindo mais e mais. Você pode tocar um pequeno riff adicional em algum lugar, ou pode fazer um pouco de improvisação no final do show, mas, basicamente, você está fazendo a mesma coisa todas as noites. E o público está experimentando como se fosse a primeira vez que isso acontece, mas você está ciente de que você tem feito todas as noites pelo último ano e meio. Você está agindo estar todo animado com aquilo, mas não está.  Tudo é apenas um grande jogo de fingir, que o público, de alguma maneira, acredita.

Você pretende tocar seu próprio material ao vivo em algum momento?
Hummm...não. Eu acho que não nasci para o entretenimento. Acho que foi algo que me adaptei e que me forcei para isso. Mas não sinto que isso é quem eu realmente sou. Flea, Anthony e Chad para mim nasceram para entreter. Eu não. Não é o que fui colocado aqui para fazer.

Você prefere fazer sua música no estúdio.
Sim. Subir ao palco para mim me parece...é um desfile. Você meio que está usando sua presença física como um adereço ou algo assim. Não é realmente uma coisa musical. E acho que todas essas gerações que surgiram depois da MTV devem se lembrar que a música não é uma coisa visual. É um som. É uma perturbação das moléculas de ar. Não é a cara que alguém faz ou a roupa que alguém usa. Hoje o que pensamos como um músico de verdade é alguém que vemos no palco detonando com seu instrumento, fazendo seus giros e suas caras. Mas eu acho que as pessoas devem se lembrar que nem sempre foi assim. Houve um tempo em que os músicos mais poderosos do mundo eram compositores. Eles não estavam lá quando você estava ouvindo a música. Eles viveram isolados, escrevendo.

Quais guitarras que você vem usando ultimamente no seu processo de escrita e gravação?
Estive tocando principalmente Yamahas SG-2000, do final dos anos setenta e início dos anos oitenta. Elas são meu tipo favorito de guitarra. Você pode obter uma grande quantidade de variedade de tons delas, e em termos de madeira, são guitarras muito pesadas, então elas possuem um som muito gordo. Muito mais gordo do que Strats. Eu também tenho algumas SG-1500, e também uma Ibanez Artist e uma Carvin Allan Holdsworth. A Carvin é uma guitarra interessante - é oca por dentro, mas não tem f-holes. Por isso, tem um som diferente. Também tenho uma guitarra Roland G303, que uso com uma guitarra-sintetizador GR300.

Nos Chili Peppers, você estava sempre associado a Strats antigas.
Eu costumava tocar guitarra dos anos sessenta e setenta, mas agora estou mais em guitarras do início dos anos oitenta. Aliás, essa é também a mesma época de quando a maioria dossequencers e drum machines que eu uso foram feitas. Acho que foi uma época muito boa para instrumentos eletrônicos.

De um ponto de vista de construção de guitarras, o início dos anos oitenta não é um período que normalmente é fetichizado.
Sim, e me parece engraçado, porque essas guitarras são realmente ótimas. Quando comecei a tocar Strats, elas não eram guitarras populares. Naquela época as pessoas estavam tocando guitarras de heavy metal. Minha primeira Strat vintage provavelmente comprei por 800 dólares. Elas não eram muito procuradas. Mas as toquei por muito tempo e me acostumei com aquela coisa característica que as velhas guitarras de captador único possuem. Mas a Yamaha SG, essa guitarra é equilibrada harmonicamente da mesma forma que um piano ou um órgão é. Se for a nota mais baixa ou a mais alta do instrumento, tem um tipo igual de amplitude. E você não tem tanto roundness no som, onde a nota começa mais fina e, em seguida, fica mais grossa...todo esse tipo de coisa. Você fica com um som direto, gordo, consistente em cada traste de cada corda. É um grande instrumento para mim, especialmente sobre o que eu estava dizendo de pensar como um tecladista quando toco guitarra.

E sobre amplificadores?
Uso principalmente um Marshall [Silver] Jubilee. Tenho a cabeça bem perto de mim no meu estúdio e o gabinete fica numa sala separada. Quando estou gravando, algumas vezes envio o som volta para o estúdio através de alguns alto-falantes e os gravo novamente por um microfone ambiente. Então combino o som ambiente com o som gravado de perto. Vários sons de guitarra no álbum, não são só o som da guitarra no momento em que toquei.

Você tende a gravar suas músicas de forma rápida?
Eu diria que as coisas se movem muito rápido por aqui. Provavelmente tenho duas ou três músicas que podem ser feitas em qualquer tempo. Mas, como eu disse anteriormente, o que é importante para mim não é realmente terminar as coisas, é estar no processo criativo. A razão pela qual eu me esforço para destacar a música é por causa da capacidade exploratória da minha mente. É a parte de explorar que é interessante para mim. Não obter resultados.

O fato de você escrever e gravar em casa torna possível mergulhar nesse processo criativo em qualquer grau que você deseje.
Minha vida está muito bem fazendo música durante o dia todo, todos os dias. Mas eu também passo muito tempo deitado, lendo livros, assistindo TV ou saindo com a minha esposa. Faço música por alguns dias, então me distancio por alguns dias. Para mim não é trabalho.

Isso soa como uma boa maneira de viver.
É assim que eu decidi viver. Eu tendo a deixar os fatores da música me guiarem em vez dos fatores do dinheiro. E para mim, música é divertido, relaxante, interessante e estimulante. E eu não tenho que equilibrar isso com alguém me empurrando nesta direção ou naquela direção. Não tenho necessidades do mundo exterior. Então, eu diria que a minha vida é muito uniforme. Não tenho muito estresse na vida.

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Agradecimentos: Universo Frusciante.